Câmara de Seia aprova permuta de terrenos com os promotores do novo Hotel

Novo Hotel vai ter capacidade para 65 quartos

Autarquia troca terrenos com os promotores do empreendimento turístico

A Câmara Municipal de Seia aprovou a solução urbanística associada à operação de requalificação e ampliação do edifício da antiga Estalagem para Hotel. Foi ainda aprovada a proposta de acerto de estremas dos prédios e definição das áreas de cedência entre os promotores do empreendimento turístico e o Município.

Esta decisão, que o presidente Carlos Filipe Camelo assume de «muito importante e relevante», vai permitir transformar a antiga Estalagem em Hotel de quatro estrelas.

Segundo o autarca, a proposta entregue pelo promotor “Renasceia, Hotelaria e Restauração, Lda.” identificava a construção de um novo acesso, a partir da Rua dra. Ester da Cunha Barata, a que estava associado um processo de «acerto de estremas» entre terrenos do proprietário e do Município existentes no local.

«Atendendo a que a inexistência de estacionamento de apoio ao empreendimento turístico constitui um constrangimento funcional (…), a implementação da proposta pressupõe uma reconfiguração de prédios confinantes ao prédio associado à operação urbanística, sendo que dois dos prédios afectos são propriedade dos promotores e um outro é propriedade do Município. (…) A aprovação da operação urbanística envolve a redefinição de estremas dos três prédios e a desanexação de parte de um deles para afectação ao domínio municipal, destinado a espaços verdes e áreas de equipamento de utilização colectiva», salienta o documento da validação técnica da proposta.

Para uma boa execução urbanística, o Município troca uma área de terreno de 502m2 para permitir que a operação de requalificação se possa concretizar, e ganha 1.317m2 para arruamentos e espaços verdes.

De referir ainda que esta permuta de terrenos vai permitir, finalmente, a concretização do acesso pedonal previsto entre a Central de Camionagem e o centro da cidade, construindo-se também o elevador panorâmico até à Praça de Táxis que está localizada junto à rotunda Afonso Costa.

Filipe Camelo relevou a importância do projeto de requalificação hoteleira no contexto da economia local, quer no que releva à oferta da capacidade de alojamento e acolhimento de qualidade no concelho, e também ao facto deste entendimento poder levar por diante a criação de plataformas de estacionamento para 33 lugares para viaturas ligeiras e dois autocarros.

O autarca destacou ainda a requalificação da antiga Estalagem como um sinal de «dinamização económica e na criação de emprego associado à oferta de ensino» que actualmente existe no concelho.

 

Hotel do Gelo vai ter 4 estrelas

Novo Hotel vai ter capacidade para 65 quartos

Os empresários José Manuel Rogeira e Carlos Catarino querem transformar aquele icónico imóvel da cidade numa unidade hoteleira de quatro estrelas, retomando assim uma vocação turística que foi interrompida há mais de 15 anos.

O solar setecentista, que pertenceu à família Viegas, foi transformado em unidade hoteleira pelo comendador Joaquim Fernandes Simões. Decorado cuidadosamente ao gosto do esplendor da época, a Estalagem de Seia foi inaugurada em Agosto de 1974, tendo sido considerada um expoente de qualidade na região turística da Serra da Estrela.

Com um investimento estimado em 4,5 milhões de euros, o Hotel vai ter uma área total de 5.844m2 e o tema central será o gelo. Vai ter uma capacidade para 65 quartos e equipado com inúmeras valências, nomeadamente pista de gelo, spa, piscina interior e exterior, padel, outdoor fitness court.

 

e procura armazém para a Ara

Filipe Camelo deu ainda conta durante a reunião de Câmara da realização de uma audiência com a nova direcção da empresa de calçado Ara. «Foi uma reunião muito aberta, muito franca, onde foi apresentado de forma linear e clara» os objectivos da empresa no território e no país.

Segundo o autarca, a Ara «quer alavancar, de forma ainda mais forte, aquilo que é a sua acção», dando nota de que até ao final deste ano a sua pretensão é que «50% da produção possa emergir» a partir da fábrica de Seia. O objectivo é que haja um crescendo, «pelo menos em mais 20% deste desígnio», durante o ano de 2021, transferindo gradualmente a produção executada na Ásia para Seia.

A aposta do grupo alemão em Seia deve-se ao valor acrescentado existente, que garante qualidade ao produto final.

Outra aposta é «centralizar» em Seia as exportações, tendo a operação logística que passar pela Áustria ou pela Alemanha.

Para que a operação logística também fique nesta cidade serrana, Filipe Camelo lançou o desafio aos dirigentes da Ara em a Câmara Municipal ajudar a «encontrar soluções», fora das instalações da empresa, para armazenar, em espaço de tempo curto, os resultados da produção. A autarquia está agora a fazer o levantamento de espaços disponíveis para que esta operação tenha sucesso.

Durante a intervenção na reunião de Câmara, Filipe Camelo referiu ainda que a Ara pretende recrutar brevemente mais 150 pessoas. O autarca admite «alguma dificuldade» nesta concretização, atendendo à falta de recursos humanos na região, que derivado à falta de trabalho foram obrigados a deixar o concelho, a região e até o país.

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