Quarentena em Oliveira do Hospital abrange quem chega do estrangeiro

A Câmara de Oliveira do Hospital anunciou que vai impor um período de quarentena aos cidadãos oriundos de zonas de contágio comunitário em Portugal e aos que venham do estrangeiro, para travar a pandemia de covid-19.

Esta autarquia do distrito de Coimbra informa que, «em articulação com a autoridade municipal de saúde pública, vai exigir que todos os cidadãos que não residem habitualmente no concelho – e que regressaram ou regressarão com proveniência do estrangeiro ou de zonas de contágio comunitário do país – permaneçam em isolamento profilático durante 14 dias a contar da sua chegada» a Oliveira do Hospital.

«Esta decisão surge em consequência de uma determinação tomada hoje nesse sentido pela delegada de saúde de Oliveira do Hospital, Guiomar Sarmento», adianta em comunicado a Câmara Municipal presidida por José Carlos Alexandrino.

Numa nota enviada a José Carlos Alexandrino, Guiomar Sarmento, citada pela autarquia, defendeu que «urge que sejam tomadas medidas de contenção máxima de possível risco de contágio, implementando mecanismo de resposta rápida».

Por sua vez, o presidente diz «ter consciência da complexidade desta difícil medida, tomada precisamente numa altura em que, por ocasião da Páscoa, se aproxima a vinda de milhares de pessoas de todo o país e do estrangeiro» a Oliveira do Hospital.

Contudo, estando «em causa a salvaguarda da saúde pública e a prevenção da propagação da covid-19», o autarca «já deu conhecimento formal desta determinação à GNR e a todas as juntas de freguesia».

«Com esta medida, estamos a proteger as pessoas de quem mais gostamos, os nossos familiares», afirma, apelando à compreensão dos munícipes e em geral aos visitantes do concelho.

 

Município compra ventiladores, monitores e testes rápidos

A Câmara de Oliveira do Hospital vai investir 250 mil euros na compra de cinco ventiladores, 20 monitores e 600 testes rápidos de diagnóstico da doença Covid-19, anunciou o presidente da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, José Carlos Alexandrino disse que este material vai ser adquirido e utilizado no âmbito de uma colaboração do município com o hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD).

Esta unidade de saúde do concelho «já dispõe de alguns» destes equipamentos, mas a Câmara Municipal entendeu que devia reforçar os meios de combate ao novo coronavírus e ao tratamento dos munícipes que possam ser infectados, acrescentou.

O autarca salientou que o hospital privado da FAAD presta «um serviço público muito importante» no concelho, através de contrato com o Serviço Nacional de Saúde.

A decisão da Câmara de Oliveira do Hospital, aprovada esta semana, abrange um eventual apoio também ao Centro de Saúde, «para aquisição do material que for necessário».

«Esperamos agilizar este processo, não vamos esperar. A contratação pública tem prazos, mas o vírus não tem prazos», disse, frisando que importa a autarquia agir «em defesa do valor supremo da vida» das pessoas.

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