Associação Empresarial da Serra da Estrela exige apoio imediato para pequenas empresas

A Associação Empresarial da Serra da Estrela (AESE) teme que a crise provocada pela pandemia da Covid-19 leve ao encerramento de grande parte das microempresas.

«Alguns comerciantes acataram bem a decisão de encerrar as portas, mas tememos que muitos logistas não voltem a abrir», referiu o presidente da AESE, Luís Seabra, em declarações ao PORTA DA ESTRELA.

«Terá que haver depois algum apoio da própria Associação para com os donos das lojas, nomeadamente para aqueles que pagam rendas, e realmente haver também algum apoio do Estado, porque senão isto vai ser uma calamidade», salientou.

Luís Seabra teme encerramento de muitas empresas

Esta associação de Seia, no distrito da Guarda, tem estado a enviar aos empresários dos concelhos da Serra da Estrela: Seia, Gouveia, Manteigas e Fornos de Algodres, associados ou não, informações das várias medidas que o Governo tem vindo a aprovar, e as obrigações caso queiram fazer alguma candidatura, «mas há aqui situações de primeira ordem que são as despesas normais de qualquer casa, nem que não abra a porta, como os ordenados, luz, Segurança Social, seguros, rendas e empréstimos» e para estas situações «é urgente que sejam tomadas medidas de apoio» às pequenas empresas.

O presidente da Associação Empresarial da Serra da Estrela espera que «haja apoios» e que «sejam breves» e recorda os incêndios de Outubro de 2017, «havendo pessoas que ainda não receberam os apoios que foram prometidos».

«Se isso acontecer desta vez, não com casas mas com empresas, se o apoio não for dado de imediato a quem precisa, isto vai ser uma calamidade. E as empresas têm como provar a difícil situação com que se estão a deparar, bastando comparar a facturação dos primeiros trimestres dos últimos anos», refere Luís Seabra.

Senhorios também têm que ser chamados a apoiar

Como muitos comerciantes estão em espaços arrendados, o presidente da AESE também espera que os senhorios «sejam sensíveis» à situação. A Associação vai desenvolver uma acção com os arrendatários, para mediar as negociações junto dos proprietários, e perceber se da parte destes «há algum humanismo». «Não podem ignorar a situação que se vive, exigindo o valor da renda mesmo sabendo que a loja está encerrada por ordem do Estado».

Luís Seabra defende ainda ajudas para os empresários para o pagamento das rendas, através de empréstimos de juro baixo.

Prolongando-se a actual situação de emergência nacional devido à propagação do novo coronavírus, Luís Seabra também está preocupado com todas as grandes empresas «na avenida mais importante do concelho» de Seia, onde estão situadas empresas como o Contact Center da EDP, a Ara e a Lusolã, que empregam «centenas e centenas de pessoas». «Se aquela avenida fecha, isto é uma calamidade», alerta.

Dá como exemplo a sua própria empresa, «que está dependente de pessoas da terra», e se o encerramento daquelas empresas acontecer «é o fim de muitas empresas».

«Vamos ver o que o futuro nos reserva», finalizou.

%d bloggers like this: