Governo realiza testes de despiste da Covid-19 nos lares da Guarda

@GettyImages

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O governo vai realizar a partir de hoje uma operação de testes de despiste da Covid-19 em todos os lares de idosos nos concelhos de Lisboa, Aveiro, Évora e Guarda, estendendo-se depois ao resto do país.

De acordo com o jornal Público, esta é uma operação conjunta entre os Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (que tutela os lares) articulada com o Ministério da Ciência, em parceria com a Cruz Vermelha e o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, que criou uma versão própria de um kit de diagnóstico do vírus.

A ministra do Trabalho revelou que foi feita uma análise de risco em função dos concelhos onde há mais lares com maior número de pessoas.

«Vamos começar com os profissionais que estão a trabalhar nos lares e também em pessoas que tenham algum tipo de suspeita e sintomas», adiantou. Ana Mendes Godinho esclareceu que esta operação nos lares é preventiva e é paralela à operação normal do Ministério da Saúde quando são detectados casos.

A ministra disse também ao Público que prevê que na segunda semana de testes em lares a capacidade de resposta tenha aumentado. «O objectivo é fazer testes por todo o país», disse, adiantando que os restantes concelhos do país onde irão aplicar-se os testes está a ser identificada, em função dos níveis de prioridade, do número de trabalhadores da capacidade diária dos testes.

O Governo já anunciou a criação de uma equipa multidisciplinar de acompanhamento permanente dos lares que pode ser chamada em caso de emergência, enquanto as Forças Armadas podem ajudar na higienização de lares.

Lares devem ter espaços alternativos

A União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) da Guarda está a alertar os lares de idosos da região para terem espaços alternativos para responderem a eventuais casos de utentes infetados pela pandemia da Covid-19.

O presidente da UDIPSS da Guarda, Rui Reis, disse à agência Lusa que os lares de idosos, que no distrito acolhem cerca de três mil utentes, são uma «preocupação enorme». «O número de idosos internados em ERPI (Estrutura Residencial Para Idosos) e o número de instituições que têm essa resposta social é enorme e, portanto, temos que nos preocupar com isso, porque poderá estar aqui um autêntico barril de pólvora e que nos poderá, efetivamente, acarretar alguns dissabores», afirma o responsável.

Perante a situação, Rui Reis tem procurado «um diálogo muito intenso com as instituições, com as direcções, sobretudo com as direcções técnicas», referindo que «todas elas têm o plano de contingência preparado». «Mas, neste momento, procuramos, conjuntamente com as instituições, uma outra solução, que passa por essas instituições terem a capacidade de ter serviços na rectaguarda, no meio geográfico envolvente, a nível concelhio ou até a nível de cada freguesia, de poderem ter um equipamento que possa, de alguma forma e em caso de necessidade, aliviar um pouco a colocação de idosos nesses mesmos espaços», explicou.

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