“Não venham, fiquem onde estão” é o apelo do autarca de Seia

O presidente da Câmara de Seia, Carlos Filipe Camelo, apela aos senenses espalhados pelo país ou no estrangeiro para que nesta Páscoa «fiquem onde estão», permanecendo seguros nos locais onde habitam.

«Têm todo o tempo do mundo para se lembrarem de nós. Portanto, aquilo que se lhes pede é que não venham agora para o vosso e nosso bem, para salvaguarda dos interesses daqueles que são por ventura os seus mais queridos, onde estão os seus pais, onde está esta geração que hoje é aquela que está mais próxima do perigo e que foi aquela que construiu muito daquilo que nós hoje estamos exactamente a usufruir», afirmou o autarca.

E continuou: «poupem-nos neste momento. Deixem-se estar lá», pediu o presidente da Câmara de Seia.

Questionado se não temia um maior movimento nestes dias, uma vez que de 9 a 13 de Abril está impedida a circulação entre concelhos, Filipe Camelo espera que tal «não aconteça» e pede vigilância às comunidades, que devem «accionar a presença das forças da ordem para de uma forma pedagógica poderem intervir e regularizar estas acções menos boas».

Com o concelho maioritariamente situado na Serra da Estrela, o autarca admite ter «medo» que a neve que recentemente caiu no maciço central possa também atrair muitos forasteiros.

Recordou que a decisão de encerrar equipamentos e infraestruturas municipais foi para passar a mensagem para o exterior de que «este não é um território de segurança», porque seriam as pessoas que vinham de fora «que nos iam trazer a insegurança», admitiu.

De acordo com os dados da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, divulgados na terça-feira, em Seia contabilizam-se sete pessoas infectadas e uma morte com o novo coronavírus.

O distrito da Guarda tinha ontem 179 casos positivos de Covid-19 e registava sete mortes: cinco em Foz Côa, uma em Gouveia e outra em Seia, de acordo com o relatório de situação divulgado pela ULS. Dos 179 casos confirmados 35 estão internados, três deles na Unidade de Cuidados Intensivos. Há 131 casos no domicílio e nove com alta para vigilância clínica. O documento enviado pela ULS aos municípios aponta ainda para cinco profissionais de saúde infectados.

%d bloggers like this: