Município de Seia tem unidade de acolhimento com 50 camas

Pavilhão Padre Martinho em São Romão

A Câmara de Seia criou um centro de acolhimento de campanha no pavilhão gimnodesportivo municipal Padre Martinho, em São Romão, com capacidade para 50 camas, uma iniciativa desenvolvida no quadro da mitigação da pandemia da Covid-19.

O presidente da autarquia, Carlos Filipe Camelo, explicou ao PORTA DA ESTRELA que no espaço desportivo estão também apetrechadas duas salas para isolamento.

Tratando-se de uma medida preventiva, que espera que nunca tenha de ser usada, a rede logística de rectaguarda abrange também o pavilhão das Piscinas Municipais, em Seia.

Os dois centros foram criados, segundo o autarca, para serem usados «numa situação de urgência» no concelho, funcionando como “salvaguarda” para a população mais vulnerável e, em particular, no caso de ser necessário realojar idosos que vivam em lares.

Filipe Camelo sublinhou que a saída dos idosos dos lares para os pavilhões «será numa situação limite» e em tempo «muito limitado», ocorrendo apenas no período em que seja necessário efectuar desinfecções.

Estando-se numa «situação extrema», a Câmara Municipal vai adquirir diversos equipamentos, nomeadamente camas de campanha para colocar nos pavilhões, e material para a desinfecção de espaços contaminados.

Caso haja necessidade de retirar dos lares a totalidade das pessoas, Filipe Camelo refere que há espaços «mas não temos camas». Por isso, já lançou o desafio às IPSS para quem tiver camas disponíveis as possa ceder.

De referir que para dar apoio a esta situação, quer o Plano de operações distrital e o Plano de operações municipal contempla a constituição de equipas de bombeiros, num total de 50 homens.

Filipe Camelo disse ainda ao nosso jornal que «há outras instalações» que estão disponíveis. Num primeiro momento foram reservados 10 quartos no Centro Paroquial de Seia, destinados a profissionais de saúde, autoridades ou outros profissionais que voluntariamente prefiram afastar-se das suas famílias para não as colocarem em risco.

A esta reserva juntam-se o Hostel do Sabugueiro, o Hostel de Loriga, as instalações da Associação de Artesãos da Serra da Estrela e a Albergaria da Senhora do Espinheiro, para onde poderão ser encaminhados os casos suspeitos provenientes da ADC-Comunidade que estava instalada no Hospital de Seia e na terça-feira foi transferida para o Centro de Saúde de Gouveia.

O distrito da Guarda tinha ontem 186 casos positivos de Covid-19 e registava nove mortes: seis em Foz Côa, uma em Gouveia e Pinhel e outra em Seia, de acordo com o relatório de situação divulgado pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda. Dos 186 casos confirmados 36 estão internados, dois deles na Unidade de Cuidados Intensivos. Há 138 casos no domicílio e 12 com alta para vigilância clínica. O documento enviado pela ULS aos municípios aponta ainda para seis profissionais de saúde infectados.

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