Câmara de Seia comparticipa medicamentos de habitantes a cem por cento

A Câmara de Seia vai continuar a suportar a cem por cento os custos dos medicamentos prescritos aos habitantes do concelho, uma medida que resulta de um protocolo assinado com a Associação Dignitude.

A Associação Dignitude é uma instituição sem fins lucrativos, responsável pelo desenvolvimento, operacionalização e gestão do programa abem – Rede Solidária do Medicamento, que tem por objectivo garantir o acesso ao medicamento em ambulatório por parte de qualquer cidadão que, em Portugal, se encontre numa situação de carência económica que o impossibilite de adquirir os medicamentos comparticipados que lhe sejam prescritos por receita médica.

A assinatura do protocolo vem ajudar estas famílias, suportando cem por cento os custos com medicamentos prescritos pelos médicos na parte que não é comparticipada pelo Estado, permitindo assim que a ninguém falte a medicação por razões económicas.

O Município de Seia associa-se de novo a mais uma iniciativa desta instituição de solidariedade, apoiando agora famílias que devido à pandemia provocada pelo coronavírus e pelo decretado Estado de Emergência, diminuíram os seus rendimentos, ficando ainda mais vulneráveis na sua situação financeira, precisando por isso dum apoio na aquisição de medicamentos. «Este é o momento de agir e dar resposta às necessidades da comunidade, em especial dos munícipes, com muita responsabilidade e solidariedade», refere o documento aprovado em reunião de Câmara.

 

Fundo Emergência Abem já angariou 159 mil euros

O Fundo Emergência Abem Covid-19 divulgou que já conseguiu angariar 159.000 euros para ajudar famílias que tenham dificuldades de acesso a medicamentos. Em comunicado, este movimento solidário informa que 26 autarquias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) activaram já o fundo, que actualmente assegura a entrega de medicamentos de 20 hospitais junto das famílias.

Os responsáveis desta iniciativa antecipam que as necessidades de acesso a medicamentos venham a crescer nos próximos dias, em função do crescimento de situações de desemprego e ‘lay-off’ nas empresas, pelo que estão no terreno a identificar cidadãos que, devido à pandemia do novo coronavírus, apresentem necessidades específicas para serem apoiados no acesso a medicamentos, produtos e serviços de saúde.

«A pandemia Covid-19 vai levar muitas famílias a situações de carência económica que precisam da ajuda de todos nós para aceder a bens essenciais como os medicamentos. Por outro lado, há doentes de risco que necessitam de receber em casa os medicamentos hospitalares evitando deslocações a hospitais. Com a solidariedade de todos, a Emergência Abem Covid-19 vem dar resposta a quem mais precisa», refere Maria de Belém Roseira, embaixadora da Associação Dignitude, entidade promotora da iniciativa.

A distribuição dos medicamentos hospitalares, entregues por mais de 20 hospitais, permite aos cidadãos recebê-los nas suas casas ou, caso prefiram, numa farmácia local, evitando deslocações que coloquem em risco a sua saúde.

Dezenas de empresas e cidadãos solidários já contribuíram para esta causa totalizando, até ao momento, 159.106,71 euros.

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