Administração de Saúde do Centro distribuiu mais de quatro milhões de máscaras

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) distribuiu, em Abril, cerca de 3,9 milhões de máscaras cirúrgicas e 430 mil de protecção autofiltrante FFP2 aos profissionais de saúde na primeira linha de combate à Covid-19.

Em comunicado enviado à Lusa, a ARSC salienta que os hospitais e agrupamentos de centros de saúde (ACeS) da região receberam ainda diverso material e equipamento necessário ao tratamento de doentes com o novo coronavírus.

«Os hospitais e unidades locais de saúde têm os seus concursos de aquisição a decorrer e, durante o mês de Abril, as empresas começaram a fornecer, coexistindo, paralelamente, uma gestão centralizada na ARSC que, através do Gabinete da Farmácia e do Medicamento, e mediante a Reserva Estratégica Nacional, efetuou distribuições de materiais pelas unidades hospitalares e ACeS de acordo com necessidades manifestadas e reporte diário de existências em stock», explica a presidente da instituição, Rosa Reis Marques.

No relatório de Abril, consta ainda a distribuição de milhares de fatos de protecção integral e batas, óculos e viseiras, protector de calçado, medicamentos, zaragatoas, reagentes e consumíveis de ventilação, entre outros equipamentos.

«Há hospitais que nos vão reportando não terem necessidade de máscaras e viseiras, por exemplo, dado o elevado ‘stock’ que já têm», referiu Rosa Reis Marques.

A responsável refere que, «para dar uma dimensão do volume rececionado, só no mês de Abril a ARSC recebeu 25 camiões TIR, à média de um por dia, com material e equipamentos, que foi de imediato distribuído pelas unidades».

A presidente da ARSC destacou ainda as inúmeras doações directas do sector privado, de associações e organizações que ofertaram diversos equipamentos.

Na segunda-feira, um estudo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) revelou graves carências de material de apoio e de protecção no combate à pandemia da Covid-19 no Serviço Nacional de Saúde.

Segundo as conclusões do estudo, a que a Lusa teve acesso, 88% das 1.003 respostas validadas de médicos que trabalham em hospitais e centros de saúde da região apontam para a falta de «pelo menos um tipo de material essencial para o combate à Covid-19».

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