Celebrações religiosas regressam com regras adaptadas à pandemia

As cerimónias religiosas comunitárias regressam hoje após uma pausa de mais de dois meses provocada pela Covid-19, com regras excepcionais, tendo a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertado para o «risco aumentado» de propagação do novo coronavírus.

No documento em que define as medidas de prevenção e controlo a adoptar em locais de culto pelas instituições religiosas e pelos cidadãos, a DGS reforçou que «nos locais de culto e religiosos existe risco de transmissão directa e indirecta de SARS-CoV-2 [o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19]», que exigem cuidados máximos.

O distanciamento entre os participantes e o uso de materiais de protecção vão ser os sinais mais visíveis nos templos e lugares de culto, sendo comuns a todas as celebrações religiosas, segundo as medidas de protecção estipuladas pela DGS.

Cada confissão tem ainda de adaptar os seus rituais específicos às novas regras, com o objectivo de tentar fornecer a maior segurança possível a todos os envolvidos nas cerimónias.

Contactado pela Lusa, o padre Manuel Barbosa, porta-voz e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), saudou o regresso das cerimónias religiosas, ainda que em moldes diferentes, apontando para a longa lista de orientações já divulgada pela entidade sobre a celebração do culto público católico no contexto da pandemia Covid-19.

«Ao mesmo tempo que se retoma a participação comunitária na liturgia, há que garantir a protecção contra a infecção», lê-se no ‘site’ oficial da CEP, que «convida todos os fiéis a fazerem por si próprios todos os possíveis para limitar esta pandemia».

Lá fora, também há novidades em termos das cerimónias religiosas, como por exemplo o retorno no domingo, ao meio-dia, da tradicional oração do Angelus, proferida pelo Papa Francisco a partir da janela do Palácio Apostólico de Roma, perante os fiéis, autorizados a reunir-se novamente na Praça de São Pedro.

Antes, no sábado, Francisco orará nos jardins do Vaticano por todos os afectados pela pandemia, numa iniciativa a que o Santuário de Fátima se vai associar.

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