Lusolã, em Seia, tem «cerca de 180 trabalhadores» em ‘lay-off’

Mais de mil empresas da Guarda pediram ‘lay-off’ simplificado, refere a União de Sindicatos.

A União de Sindicatos da Guarda (USG) anunciou que «mais de mil empresas» aderiram à situação de ‘lay-off’ e que o desemprego na região «poderá duplicar», na sequência da pandemia causada pela Covid-19.

Segundo a USG, no distrito «mais de mil empresas pediram o ‘lay-off’ simplificado [dispensa temporária de trabalhadores, que figura entre as 30 medidas que o Governo adoptou para conter os efeitos da pandemia da Covid-19 nas empresas], das quais 95% são micro, pequenas e médias empresas».

«Pelos nossos dados, que ainda não são definitivos, podem ser cerca de 4.000 a 6.000 trabalhadores em situação de perda de salário, muitos deles sem qualquer retribuição porque, em relação às micro, pequenas e médias empresas, o ‘lay-off’ ainda não chegou, e não sabemos se chegará», refere em comunicado a estrutura sindical liderada por Pedro Branquinho.

Em relação às grandes empresas da região que continuam em situação de ‘lay-off’, a fonte refere que a Dura Automotive (Guarda) possui «cerca de 120 trabalhadores» nessa situação, a Lusolã (em Seia) tem «cerca de 180 trabalhadores», enquanto na Coficab (Guarda) «os trabalhadores fazem apenas dois a três dias por semana».

Perante a situação verificada actualmente no distrito, a USG calcula que a taxa de desemprego «poderá duplicar de 6% para 12% ou 13%».

O sindicalista Pedro Branquinho refere que existem «grandes preocupações» com o futuro de muitos trabalhadores do distrito da Guarda, uma vez que «as medidas de estímulo económico chegam a conta-gotas e não abrangem muitas das micro, pequenas e médias empresas».

Só ao nível do setor terciário, o responsável vaticina que «20 a 30%» dos estabelecimentos «poderão não abrir ou falir até ao final do ano».

«É uma preocupação muito grande, porque para as micro, pequenas e médias empresas as medidas do Governo têm sido insuficientes e, para algumas, quase nulas», rematou.

No comunicado, a USG reafirma ao Governo «a necessidade de defender todos os empregos e as remunerações dos trabalhadores para evitar que estes continuem a empobrecer face à crise económica causada pela pandemia».

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