Seia adere a Pacto para valorização da Economia Circular

Seia vai ter sistema de uso partilhado de bicicletas eléctricas

Seia vai ter sistema de uso partilhado de bicicletas eléctricas

A Câmara Municipal de Seia subscreveu o Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na região Centro, para promoção de práticas sustentáveis e circulares, impulsionado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

A adesão a este compromisso conjunto de participação e envolvimento no apoio à transição da Região Centro, para uma economia mais circular, é consubstanciado num plano de acção, onde se enfatizam iniciativas recentemente implementadas ou em desenvolvimento até Junho de 2021.

O pacto institucional assinado por Seia contempla três tipologias de acção, a mobilidade sustentável, novos modelos de negócio e desmaterialização e o uso eficiente dos recursos.

«Tendo em vista a disseminação territorial da economia circular e na promoção da mobilidade sustentável, a autarquia encontra-se em fase de implementação de um sistema de uso partilhado de bicicletas eléctricas (15 no total), apostando igualmente no reforço da frota municipal com aquisição de viaturas eléctricas, de onde se destaca um mini-autocarro a incorporar o sistema de transportes urbanos», refere a autarquia.

Segundo a fonte, no âmbito da promoção da modernização e simplificação administrativa, o município também iniciou, no ano transacto, «a desmaterialização do processo de despesa, sem qualquer papel desde o pedido até ao recibo, com poupanças significativas de papel».

No uso eficiente dos recursos, a autarquia presidida por Filipe Camelo assinala diversas acções de sensibilização para a promoção de boas práticas para os utilizadores e colaboradores das instalações municipais para adopção de comportamentos em prol da eficiência energética, assim como a implementação de sistema de energias renováveis nos edifícios públicos e optimização da iluminação dos edifícios municipais.

O documento foi assinado por 84 entidades públicas e privadas. Entre o total de signatários contam-se 34 municípios, quatro Comunidades Intermunicipais e uma Junta de Freguesia, 14 Associações (culturais, empresariais e sectoriais), três entidades regionais, nove empresas (públicas e privadas), dez instituições de ensino superior (Universidades e Institutos Politécnicos) e nove entidades ligadas ao Sistema Científico e Tecnológico, Centros Tecnológicos, Incubadora e Cluster.

Para Isabel Damasceno, presidente da CCDRC, «a transição para uma economia circular é uma das grandes prioridades para a região Centro, que assumiu compromissos claros de promover um desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável. A mudança de paradigma que isso exige tem que ser partilhada por todos: empresas, administração, sociedade em geral, cabendo às políticas públicas o papel essencial de criar os incentivos adequados para acelerar esta transição», refere, citada numa nota enviada à imprensa.

Os compromissos, disponíveis em http://agendacircular.ccdrc.pt, assentam num conjunto de medidas de cariz transformador, cujo objectivo fundamental é a aceleração da região para uma economia de base circular. São cerca de 230 acções com estratégias assentes no combate ao desperdício, circuitos curtos, compras circulares, novos modelos de negócio e desmaterialização, ecodesign e eco-concepção, extensão do ciclo de vida, valorização dos subprodutos e resíduos, simbioses industriais, tecnologias digitais ao serviço da economia circular ou uso eficiente dos recursos.

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