PCP questiona Comissão Europeia sobre teleféricos de acesso à Serra da Estrela

O Partido Comunista Português (PCP) no Parlamento Europeu quer saber se a Comissão Europeia tem conhecimento do projecto dos teleféricos de acesso à Torre, na Serra da Estrela.

Numa pergunta dirigida à Comissão Europeia, a deputada do PCP no Parlamento Europeu Sandra Pereira refere que «há já várias décadas que a freguesia de Alvoco da Serra aguarda a execução de um projecto que visa a construção de um teleférico para a Torre, cujas principais infraestruturas estão nos terrenos desta freguesia», no concelho de Seia.

«Para a população seria um motor de desenvolvimento da região, com criação de postos de trabalho e com capacidade de manutenção e atração de pessoas, já que estamos a falar de uma zona do Interior com população envelhecida e pouco emprego. Para os visitantes da Serra da Estrela, seria um novo acesso à Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, possível mesmo quando as estradas estão cortadas, no Inverno, devido à neve», refere a deputada comunista.

Adianta ainda que o governo português «reconheceu finalmente a importância deste projecto e já aparece elencado no Plano Nacional de Investimentos 2030».

Nesse sentido, a deputada Sandra Pereira questiona a Comissão se «tem conhecimento da construção deste teleférico que ligaria as Penhas da Saúde, Alvoco da Serra e Lagoa Comprida à Torre da Serra da Estrela» e que tipo de apoios «podem ser canalizados para este projecto, tendo em conta que pode ser fundamental para o desenvolvimento que esta região aguarda e precisa».

O projecto que prevê a ligação entre Alvoco da Serra e a Torre, em terrenos da mesma freguesia, orçado em 6,214 milhões de euros, desenvolve-se entre as cotas 950 (na zona dos Corgos) e 1.977 metros, adaptando-se à orografia da paisagem, estando previsto que a linha do Teleférico acompanhe a cumeada da montanha. Em projeção horizontal, o projecto prevê um comprimento total de 3.958 metros e um desenvolvimento longitudinal de 4.141 metros, vencendo-se um desnível de 1.027 metros. A infraestrutura está pré-dimensionada para 21 cabines, cada uma das quais com capacidade para oito pessoas (permitindo igualmente o transporte de bicicletas), o que permitirá transportar até 600 pessoas por hora.

Executar esta obra «é um desafio que continua em cima da mesa», referiu em Dezembro de 2018 o autarca de Seia Carlos Filipe Camelo.

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